Auxiliares de Alckmin acreditam que o PT tem um lugar garantido no segundo turno da eleição. Como o ex-presidente Lula, condenado e preso na Lava Jato, está potencialmente impedido pela Lei da Ficha Limpa, esse candidato deverá ser o ex-prefeito Fernando Haddad. Neste sentido, o foco das inserções de 30 segundos distribuídas pela programação deverá ser a “desconstrução” de Bolsonaro.
A campanha, porém, não consegue chegar a um consenso sobre a melhor forma de atacar o adversário. A avaliação é que temas como ditadura, armas e homofobia não colam no deputado do PSL – que contaria com o apoio incondicional do seu eleitorado. Na campanha também há divergências sobre o comportamento de Alckmin. Parte dos aliados defende que ele adote tom mais agressivo e polarize o debate com Bolsonaro. O ex-governador resiste e argumenta que isso foge ao seu estilo, mas tem pontualmente feito críticas a Bolsonaro.